Páginas

Fábrica de cimento Itaituba: empresa diz que obra obedeceu normas

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Fábrica de cimento Itaituba: empresa diz que obra obedeceu normas


 
Itaituba - Durante uma rápida visita à área da empresa Itacimpasa, e diante de toneladas de escombros, foi possível entender o porquê do acidente da última segunda-feira (5) ter tomado as proporções que tomou, resultando em sete mortes e em dezessete pessoas feridas, que permanecem hospitalizadas.

A estrutura nos arredores faz com que as pessoas se sintam pequenas. São pilastras, corredores e passarelas colossais, somadas a um parque industrial formado por silos que alcançam até 45 metros de altura. Foi neste local que 24 operários da empresa MPE Engenharia e Comércio, contratada pela Itacimpasa para realizar obras de ampliação em seu parque industrial, sofreram o maior acidente de trabalho já registrado em Itaituba, desabando de uma altura de 30 metros com a estrutura que construíam.

Informações preliminares dão conta de que a estrutura tinha 45 metros cúbicos de concreto com uma extensão de 100 metros, 3 metros de largura e 45 metros de altura. O engenheiro responsável pela obra e dono da empresa MPE, Marcelo Pinto Bezerra, que acompanha todos os trabalhos de perícia, garante que a empresa obedeceu a todas as normas de segurança.

Em entrevista ao DÍARIO, o gerente regional da Itacimpasa, Adalberto Sá, garantiu que a segurança é prioridade para a empresa, e que o acidente foi uma fatalidade, naturalmente inesperada. Sá também garantiu que, ao tomar conhecimento do desabamento, a primeira preocupação foi com o atendimento às vítimas.

Na manhã de terça-feira(6), fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) em Santarém fizeram uma vistoria no local. Eles foram recebidos por diretores das duas empresas. O secretário de Infraestrutura de Itaituba, Mário Miranda, acompanhou a equipe.

No local do acidente foram feitas imagens e fotografias da área e da estrutura quebrada. Um amontoado de entulho, madeira quebrada e ferro retorcido estava espalhado por todos os lados, da base de emissão de material até o silo. No chão, os sinais do acidente. Luvas, botas de borracha, carros de mão e algumas ferramentas, objetos que estavam em uso pelos operários minutos antes do desabamento.

De acordo com o inspetor chefe do Crea em Itaituba, o engenheiro Cássio de Oliveira, a empresa estava trabalhando dentro da legalidade, e apresentou toda a documentação exigida para construções deste tipo. Depois da vistoria, o órgão fiscalizador tem prazo de 24 a 72 horas para elaborar o relatório.

Pesquisa: Daniel F.S 
Portal N1: www.vtxnews.blogspot.com

0 comentários:

Postar um comentário

 
PORTAL N1 | by TNB ©2010