![]() |
| (Foto: Rodolfo Oliveira-Arq/Ag.Pará ) |
A área social é o grande problema a ser enfrentado no Pará. Mais um exemplo acaba de ser divulgado pelo Ministério da Saúde: em 2012 a cada mil crianças que nascem no Pará, 24,1 morrem antes de completar cinco anos. Ou seja, a taxa de mortalidade na infância
do Pará é a segunda maior do Brasil. Estamos na 26ª colocação e só
perdemos para nosso vizinho Amapá, que tem 29 mortes por cada mil
crianças nascidas.
Não há propaganda no mundo que abafe a
realidade nua e crua. Os seguidos governos que comandaram o Pará não
conseguiram melhorar os índices em comparação com as outras unidades da
federação. De 1990 até agora o PSDB governou o Pará por 16 anos - sendo
oito anos seguidos de Almir Gabriel e dois de Simão Jatene.
Há 22 anos, em 1990, a mortalidade
na infância do Pará era bem maior: 53,3 por mil nascimentos. Mas nessa
época o Estado ocupava a 11ª posição do ranking nacional, atrás de
Alagoas, Paraíba,
Ceará, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Piauí
e Acre, esse último ocupando a 10ª colocação, com a mortalidade de
crianças menores de cinco anos alcançando 65,1 por mil nascimentos.
Alagoas, o primeiro do ranking, chegava a 117,8 por mil – o dobro do
Pará.
Mas de lá pra cá a mortalidade na infância
caiu nesses estados muito mais do que no Pará: aqui a queda foi de
54,8%. No Ceará, por exemplo, 82,3%. Dessa forma a taxa de mortalidade
cearense baixou de 91,6 para 16,2 por mil nascidos vivos. Ou seja: a
redução de 54,8% do Pará foi pequena sendo a quarta menor do Brasil, à
frente apenas de Roraima (52,8%), Mato Grosso (51,8%) e Amapá (33,9%).
De 1990 até agora o PSDB governou o Pará por 16 anos - sendo oito anos
seguidos de Almir Gabriel e dois de Simão Jatene.
Analisando os números percebe-se ainda que a
queda paraense de mortalidade na infância também ficou abaixo da média
nacional (68,5%) e até da média da Região Norte (56,1%). Outro dado
importante: no Pará, o número de mortes de crianças de até cinco anos
por mil nascimentos (24,1) é pior que média do Brasil (16,9) e até da
Região Norte (23,2), a mais alta entre as regiões brasileiras
Por Francisco Portela
Fonte: (Diário
do Pará)
.jpg)


0 comentários:
Postar um comentário