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TSE aprova registro de Solidariedade e Pros; número de partidos sobe a 32 121

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou, em sessão na noite desta terça-feira (24), o registro eleitoral do Solidariedade e do Pros (Partido Republicano da Ordem Social) Número (90) ampliando para 32 o número de siglas eleitorais no Brasil. O tribunal entendeu que ambos os partidos conseguiram coletar as 492 mil assinaturas necessárias para obter o registro nacional.
Com o registro, Solidariedade e Pros podem disputar a eleição de 2014, na qual serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais --distritais no caso do Distrito Federal.
A legislação eleitoral permite que políticos de outras siglas migrem para os partidos novos sem que, com a mudança, percam seus mandatos, ao contrário do que ocorreria caso se filiassem a siglas já existentes.
O Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, busca ter a mesma sorte do Pros e do Solidariedade. Os militantes da organização correm contra o tempo para conseguir coletar as assinaturas necessárias para o registro nacional. O prazo para o registro termina em 5 de outubro próximo, um ano antes das eleições de 2014. Até lá, o TSE realizará mais três sessões.

'Partido do Paulinho'

O Solidariedade - SDD que terá o número (77) é encabeçado pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que atualmente é filiado ao PDT, de São Paulo. Por essa razão, a sigla é comumente chamada de "Partido do Paulinho". Quatro ministros deferiram o registro do partido e três indeferiram.
O relator do processo do Solidariedade, ministro Henrique Neves, decidiu não aprovar o registro, por ora, ao considerar que apenas 224 mil assinaturas do Solidariedade estavam com a devida identificação dos autores. Ele determinou que a sigla juntasse, em 60 dias, às certidões dos cartórios eleitorais, as informações dos eleitores.
 A decisão do relator, se fosse seguida pela maioria da Corte, impediria que o Solidariedade disputasse as eleições de 2014. Neves foi seguido pelos ministros Luciana Lóssio e Marco Aurélio. Dias Toffoli, João Otávio de Noronha, Laurita Vaz e Cármen Lúcia, presidente do TSE, divergiram de Neves e deferiram o registro da nova sigla, com o argumento de que em julgamentos anteriores não foi exigida a identificação dos eleitores nas certidões dos cartórios.


O Solidariedade deve ser o destino dos pedetistas ligados ao campo de Paulinho, que, mais pragmático, opõe-se aos setores brizolistas do PDT, mais próximos ao PT. Nos últimos anos, as alas travaram batalha para influir nos rumos do partido.
Além de Paulinho, devem migrar ao Solidariedade os deputados federais pedetistas Marcos Medrado (BA), Sebastião Bala Rocha (AP) e João Dado (SP), além de Augusto Carvalho (PPS-DF). Também são cotados para se filiar à sigla Carlos Manato (PDT-ES) e Ademir Camilo (PSD-MG).
Para 2014, a legenda almeja contar com cinco candidatos a governador e eleger ao menos 20 deputados federais. Entre os parlamentares cotados para migrar à sigla estão Ademir Camilo (PSD-MG), Henrique Oliveira (PR-AM), Major Fábio (DEM-PB) --que pretendem disputar os governos do Amazonas e da Paraíba, respectivamente--, Izalci Lucas (PSDB-DF), Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Salvador Zimbaldi (PDT-SP).
O presidente do Pros é Euripedes Gomes de Macedo Junior, que já foi filiado ao PSL de Goiás. Especula-se que o novo partido possa atrair os irmãos Cid e Ciro Gomes, ambos do PSB, insatisfeitos com a possível candidatura de Eduardo Campos à Presidência.
 
 
 
Por Francisco Portela e Edil Aranha
Fonte: UOL Notícias

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