Após reunião, cerca de 150 índios saíram do canteiro nesta quinta-feira, 9.
Procuradoria da República e Funai participaram de negociação.
Os cerca de 150 indígenas que ocupavam o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no Pará, deixaram o local na noite desta quinta-feira (9). A retirada dos manifestantes ocorreu após três horas de reunião com a procuradora da república Thais Sanches e representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai). A ocupação ocorria desde o último dia 2.
Os índios declararam que saíram do Sítio Belo Monte por conta da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região,
que resolveu, nesta quinta-feira (9), suspender por 24 horas o mandado
de reintegração de posse concedido à Norte Energia, empresa responsável
pela implantação da Usina. No entanto, a mesma decisão determinou a
saída dos manifestantes no mesmo prazo, ou seja, em um dia.
A decisão do TRF acatou a solicitação do Ministério Público Federal
(MPF), que pediu a suspensão da reintegração de posse nesta quinta-feira
(9).
Alegando que não queriam ser reconhecidos como criminosos, os indígenas
disseram ainda que temiam a pressão dos homens da Força Nacional e a
possibilidade de um conflito armado, já que estavam na ocupação muitas
mulheres e crianças.
Além disso, os indígenas reclamaram da ausência do ministro Gilberto
Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da
República, com quem reivindicavam a negociação.
Por meio de sua assessoria, a Norte Energia informou que não vai se pronunciar sobre o assunto nesta quinta.
Entenda o caso
Cerca de 150 índios ocuparam o sítio Belo Monte, o principal canteiro de obras da usina, no último dia 2 de maio. Eles reclamam da presença militar na região sudoeste do Pará, e alegam que não foram consultados sobre a construção da usina de Belo Monte, cujos impactos seriam irreversíveis para as comunidades da região.
Cerca de 150 índios ocuparam o sítio Belo Monte, o principal canteiro de obras da usina, no último dia 2 de maio. Eles reclamam da presença militar na região sudoeste do Pará, e alegam que não foram consultados sobre a construção da usina de Belo Monte, cujos impactos seriam irreversíveis para as comunidades da região.
Na sexta-feira (3), a Norte Energia entrou com o primeiro pedido de
reintegração de posse do canteiro, que foi negado pela justiça. Na
segunda-feira (6) a empresa fez novo pedido à Justiça Federal, que
concedeu a reintegração na quarta-feira (8). Nesta quinta (9), homens da
Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e o Comando de Missões
Especiais da Polícia Militar aguardavam o recebimento da ordem para
cumprir a determinação judicial.
Por Francisco Portela e Edil Aranha
Fonte: G1/PA



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