Uma operação do Ministério Público Estadual
(MPE) apreendeu milhares de documentos da última gestão da Prefeitura
Municipal de Cametá. A operação “Cametá” começou ontem por volta das
duas horas da madrugada e se estendeu até o final da tarde. Os arquivos
foram encontrados na residência do irmão do ex-prefeito Waldoli Valente,
João Valente, que foi preso em flagrante.
Segundo o Promotor de Justiça Bruno
Beckembauer, que comandou a operação, foi a maior apreensão da história
do MP no Estado. “Na verdade, em todo o Pará existe um costume errado
das prefeituras que perdem a eleição levarem alguns documentos que
possam comprovar irregularidades. Esse ano, fizemos algumas solicitações
para a atual gestão e eles nos informaram que estavam sem as cópias dos
documentos, a partir daí abrimos um inquérito”, relata.
Foram apreendidos documentos
contábeis, computadores, notebooks e pen-drives. “Estamos levando cinco
caminhões cheios de documentos. Alguns de 2005 a 2011 que estavam na
casa do João Valente e os de 2012 estavam no escritório de contabilidade
dele. Não conseguimos encontrar o ex-prefeito, não há o endereço dele
nos documentos, nem contatos”, afirma. As acusações são de extravio e
destruição de documentos públicos e furto, já que alguns computadores
também foram levados.
Durante as investigações, foram
descobertos que vários documentos com indícios de irregularidades em
processos licitatórios estavam em residências particulares, todos
referentes à gestão anterior a atual, do prefeito Waldoli Valente (PSD).
O juiz de direito da comarca de Cametá, José Goudinho, autorizou o
mandado de busca e apreensão dos documentos contábeis e de equipamentos
de informática.
Por Edil Aranha e Francisco Portela
Fonte: Diário do Pará


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